domingo, 4 de setembro de 2011

Baltazar sou eu

Fiquei sem escrever desde o dia 01/09 e fiquei sentindo que precisava escrever. Não que eu tivesse alguma coisa importante pra falar (até porque não é essa a intenção do blog), mas porque sem perceber, me coloquei na obrigação de fazer isso sempre que pudesse. 

Preciso deixar claro algumas coisas pra mim: esse blog é para me descontrair e não me estressar; escrever deve ser por prazer e não obrigação, senão de prazer vira realmente obrigação e eu funciono muito mal por obrigação e no dia que eu não quiser, eu não escrevo e pronto, sem culpa, sem estresse, Baltazar sou eu.

Mas também não é à toa esse receio, eu sou do tipo que se deixar de fazer uma coisa uma vez, fica cada vez mais difícil voltar a fazê-la. Igual a todo mundo.

Pode ser que esse meu lado mais cricri tenha razão, afinal ele me conhece muito bem. Porém eu estou curtindo tanto essa coisa de escrever, que acho que estou mais no prazer do que na obrigação.

Vou falar um pouco da minha filha:

Ontem morremos de rir: baixou uma personal stylist na minha filha que fez altos penteados na mãe dela com direito a maria-chiquinhas e prendedores com florzinhas coloridas, restando a mim a torturante escova arranhadora de couro cabeludo, que ela preferiu dizer que era para "pentear meu pouquinho cabelo". 
Logo após me arrastou para o quarto e me fez vestir uma camisa de malha azul com uma gravata meio vermelha, e ainda me disse como eu deveria posar para a foto abraçando a mãe dela que estava linda na sala me esperando. E ela ainda me explicou como deveria ser o sorriso que eu tinha que fazer.
O mais engraçado de tudo, é que as coisas se inverteram: nós que ríamos sem parar e ela quem nos chamava a atenção séria e concentrada, nos instruindo. 

Já ia terminar, quando ocorreu um fato super fofo: minha filha, depois de ver o programa Meu Cachorro Comeu O Quê?, onde passam histórias de cachorros que comeram agulhas, dinheiro, talher e outra coisas inimagináveis,  começou a chorar. 
Perguntei o porquê e ela me explicou que não queria que o nosso cachorro aparecesse naquele programa também. Dei um abraço nela, mas não tive coragem de mentir dizendo que o nosso cachorrinho não come besteira, até porque ela já testemunhou isso várias vezes. 
Essa preocupação é até uma coisa boa, vindo de uma criança que protagonizou o seguinte diálogo dramático com a mãe na primeira semana do cachorro na nossa casa: "Mamãe, ele um dia vai morrer?" "Vai, filha, mas vai demorar, só quando você tiver mocinha. Por quê?" "Eu queria que ele morresse logo porque eu quero um papagaio." 

Depois dessa, encerrei por hoje.

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